Excelente infográfico no site da Time, mostra os estímulos que nos fazem uma espécie que come cada vez mais, num processo de gula atávica:
What Makes You Eat More Food?
É em inglês, mas é muito bom. Vale ser visto, para aprender a não cair nas armadilhas de nosso cérebro.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Prevenção do Diabetes mellitus - diretriz
Sobre a diretriz DIABETES MELLITUS: PREVENÇÃO, escrita pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2006), aí tem um texto interessante, especialmente para quem quer ou precisa aconselhar um paciente de risco ao desenvolvimento de DM tipo 2. Abaixo a reprodução de alguns parágrafos que deveriam ser de conhecimento de muitos:
Devido a erros alimentares e ao sedentarismo crescente em nossos
dias, o diabetes tipo 2 (DM2) tem se tornado em uma epidemia mun-
dial, trazendo consigo aumento na ocorrência de complicações
microvasculares (neuropatia, nefropatia e retinopatia) e macrovasculares
(infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral).
Dentre alguns estudos avaliando prevenção de diabetes, o
DREAM (Diabetes Reduction Assesment with Ramipril and
Rosiglitazone Medication) mostrou que, em comparação ao
placebo, rosiglitazona possibilitou redução de 60% de evolução de
intolerância à glicose (ou pré-diabetes) até Diabetes Mellitus1(A)
Apesar de novas opções terapêuticas terem surgido na última
década (novas sulfoniuréias, acarbose, rosiglitazona, pioglitazona,
glinidas e novos tipos de insulinas), essas complicações não têm
diminuído como esperado. Apesar de passível de prevenção, em
muitos pacientes, o aparecimento dessas complicações crônicas é,
atualmente, quase inevitável. Logo, a prevenção do desenvolvi-
mento do DM2 naqueles pacientes de alto risco se torna a medida
mais importante.
Essa é a lógica: prevenir o desenvolvimento da doença, e não suas complicações. Fácil.
Devido a erros alimentares e ao sedentarismo crescente em nossos
dias, o diabetes tipo 2 (DM2) tem se tornado em uma epidemia mun-
dial, trazendo consigo aumento na ocorrência de complicações
microvasculares (neuropatia, nefropatia e retinopatia) e macrovasculares
(infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral).
Dentre alguns estudos avaliando prevenção de diabetes, o
DREAM (Diabetes Reduction Assesment with Ramipril and
Rosiglitazone Medication) mostrou que, em comparação ao
placebo, rosiglitazona possibilitou redução de 60% de evolução de
intolerância à glicose (ou pré-diabetes) até Diabetes Mellitus1(A)
Apesar de novas opções terapêuticas terem surgido na última
década (novas sulfoniuréias, acarbose, rosiglitazona, pioglitazona,
glinidas e novos tipos de insulinas), essas complicações não têm
diminuído como esperado. Apesar de passível de prevenção, em
muitos pacientes, o aparecimento dessas complicações crônicas é,
atualmente, quase inevitável. Logo, a prevenção do desenvolvi-
mento do DM2 naqueles pacientes de alto risco se torna a medida
mais importante.
Essa é a lógica: prevenir o desenvolvimento da doença, e não suas complicações. Fácil.
Projeto Diretrizes
Encontrei, navegando por aí, o Projeto Diretrizes, patrocinado pela Associação Médica Brasileira (AMB), pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelas sociedades médicas. É um conjunto de "orientações diagnósticas terapêuticas e, quando aplicável, preventivas baseadas em evidências científicas".
Aqui, encontra-se uma lista extensa de diretrizes já publicadas por especialidade. E tem muito texto bom. Abaixo, reproduzo a lista das diretrizes relacionadas a diabetes:
TRANSTORNOS DA EXTREMIDADE INFERIOR DO PACIENTE DIABÉTICO
DIABETES MELLITUS: CETOACIDOSE
DIABETES MELLITUS: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
DIABETES MELLITUS GESTACIONAL
DIABETES MELLITUS: INSULINOTERAPIA
DIABETES MELLITUS: NEFROPATIA
DIABETES MELLITUS: NEUROPATIA
DIABETES MELLITUS: PREVENÇÃO
DIABETES MELLITUS: PREVENÇÃO CARDIOVASCULAR PRIMÁRIA
DIABETES MELLITUS: PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA RETINOPATIA
DIABETES MELLITUS: RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS
DIABETES MELLITUS: TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
DIABETES MELLITUS: TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
DIABETES MELLITUS: USO DE ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (AAS)
DIABETES MELLITUS E RISCO NA DIREÇÃO VEICULAR
Ali, o texto é médico, mas nada impede que você leia algo oficial sobre o assunto, e em língua portuguesa. É melhor do que comprar qualquer idéia na internet.
Aqui, encontra-se uma lista extensa de diretrizes já publicadas por especialidade. E tem muito texto bom. Abaixo, reproduzo a lista das diretrizes relacionadas a diabetes:
TRANSTORNOS DA EXTREMIDADE INFERIOR DO PACIENTE DIABÉTICO
DIABETES MELLITUS: CETOACIDOSE
DIABETES MELLITUS: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO
DIABETES MELLITUS GESTACIONAL
DIABETES MELLITUS: INSULINOTERAPIA
DIABETES MELLITUS: NEFROPATIA
DIABETES MELLITUS: NEUROPATIA
DIABETES MELLITUS: PREVENÇÃO
DIABETES MELLITUS: PREVENÇÃO CARDIOVASCULAR PRIMÁRIA
DIABETES MELLITUS: PREVENÇÃO E TRATAMENTO DA RETINOPATIA
DIABETES MELLITUS: RECOMENDAÇÕES NUTRICIONAIS
DIABETES MELLITUS: TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
DIABETES MELLITUS: TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
DIABETES MELLITUS: USO DE ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (AAS)
DIABETES MELLITUS E RISCO NA DIREÇÃO VEICULAR
Ali, o texto é médico, mas nada impede que você leia algo oficial sobre o assunto, e em língua portuguesa. É melhor do que comprar qualquer idéia na internet.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Sociedade Brasileira de Diabetes
Amigos,
Indico o link do site da Sociedade Brasileira de Diabetes, um excelente recurso de internet para quem quer saber mais sobre diabetes, do tipo I e do tipo II.
Ali encontrei uma bela entrevista com o jogador Washington, vale o exemplo da capacidade de entender e conviver com a doença.
Boa sorte, bom final de semana.
Indico o link do site da Sociedade Brasileira de Diabetes, um excelente recurso de internet para quem quer saber mais sobre diabetes, do tipo I e do tipo II.
Ali encontrei uma bela entrevista com o jogador Washington, vale o exemplo da capacidade de entender e conviver com a doença.
Boa sorte, bom final de semana.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Deu na Folha de São Paulo 03/02/2009
Folha de São Paulo 03/02/2009
Droga usada para diabetes ajuda a tratar Alzheimer
Experimento na UFRJ mostra que neurônio doente não consegue captar insulina
Resultado é só um primeiro passo para o surgimento de um tratamento eficaz contra a perda de memória, diz carioca autora do estudo
EDUARDO GERAQUEDA REPORTAGEM LOCAL
Analisando neurônios em laboratório, cientistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) conseguiram mostrar o motivo de medicamentos utilizados para o diabetes tipo 2 poderem atuar no cérebro dos pacientes com mal de Alzheimer, doença neurodegenerativa que leva à perda da memória.
A relação entre as duas doenças, segundo Fernanda De Felice, a principal autora do estudo publicado hoje na revista científica "PNAS", é conhecida faz pouco tempo. Há cinco anos mais ou menos, calcula ela.
Agora, com a proteção de 100% obtida com neurônios que simulam os danos de Alzheimer a partir da aplicação da droga rosiglitazona (que estimula a ação da insulina nas células) -usada comumente para o diabetes-, está consolidado o cruzamento fisiológico das duas doenças.
A explicação, afirma De Felice, é que nos dois problemas existe uma resistência à insulina. No caso específico da doença neurológica, descobriu-se agora que os neurônios em cultura não captam a insulina por causa da presença de substâncias tóxicas chamadas oligômeros. "Mas a droga, quando aplicada, impediu que essas substância tóxicas se ligassem com os receptores específicos", disse De Felice à Folha.
Assim, a insulina ficou mais livre para agir sobre os neurônios e fazer com que os estímulos elétricos circulassem pela rede neuronal, possibilitando a construção da memória.
Apesar de os resultados obtidos em laboratório serem positivos, a pesquisadora da UFRJ, que fez o estudo com parceiros brasileiros e americanos, é cautelosa em relação à possibilidade de aplicação clínica imediata da descoberta. "Os nossos dados não significam que as pessoas com Alzheimer podem sair tomando insulina por aí."
Os riscos para a saúde, neste caso, seriam altíssimos. "No futuro, o caminho será desenvolver uma droga que possa agir diretamente sobre os neurônios e não sobre todo o organismo", diz De Felice.
O trabalho feito agora ainda precisa ser repetido em camundongos transgênicos, animais de laboratório preparados para desenvolver sintomas do mal de Alzheimer. Os testes tentarão reverter a doença em estágio bem avançado.
Tiro no escuro
O trabalho de pesquisa básica feito no Rio de Janeiro e nos Estados Unidos, afirma De Felice, é importante porque ajuda a mostrar, com precisão, como é a conexão entre o diabetes tipo 2 e o Alzheimer.
Hoje, nos Estados Unidos, existem vários testes sendo feitos em seres humanos tentando mostrar se a droga rosiglitazona diminui a resistência à insulina, fator bastante presente nos cérebros dos pacientes com a doença de Alzheimer.
"A grande questão é que esses testes são feitos mais ou menos no escuro. Sem claro embasamento científico. Nesses testes, não se conhecem os mecanismos pelos quais os medicamentos dados a diabéticos podem prevenir os problemas nos neurônios", afirma.Entre os vários testes em andamento, conduzidos tanto pela indústria quanto por grupos de pesquisa, nenhum teve os seus resultados finais divulgados ao público.
O caminho agora está mais pavimentado, na visão da cientista, em direção ao desenvolvimento de tratamentos que possam ser eficazes para o problema de perda da memória.
"Os medicamentos [usados no estudo] protegem as sinapses dos neurônios contra os danos causados pelos oligômeros. Esse dado, finalmente, poderá resultar em tratamentos eficazes que previnam a perda de memória que ocorre na doença de Alzheimer."
Droga usada para diabetes ajuda a tratar Alzheimer
Experimento na UFRJ mostra que neurônio doente não consegue captar insulina
Resultado é só um primeiro passo para o surgimento de um tratamento eficaz contra a perda de memória, diz carioca autora do estudo
EDUARDO GERAQUEDA REPORTAGEM LOCAL
Analisando neurônios em laboratório, cientistas da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) conseguiram mostrar o motivo de medicamentos utilizados para o diabetes tipo 2 poderem atuar no cérebro dos pacientes com mal de Alzheimer, doença neurodegenerativa que leva à perda da memória.
A relação entre as duas doenças, segundo Fernanda De Felice, a principal autora do estudo publicado hoje na revista científica "PNAS", é conhecida faz pouco tempo. Há cinco anos mais ou menos, calcula ela.
Agora, com a proteção de 100% obtida com neurônios que simulam os danos de Alzheimer a partir da aplicação da droga rosiglitazona (que estimula a ação da insulina nas células) -usada comumente para o diabetes-, está consolidado o cruzamento fisiológico das duas doenças.
A explicação, afirma De Felice, é que nos dois problemas existe uma resistência à insulina. No caso específico da doença neurológica, descobriu-se agora que os neurônios em cultura não captam a insulina por causa da presença de substâncias tóxicas chamadas oligômeros. "Mas a droga, quando aplicada, impediu que essas substância tóxicas se ligassem com os receptores específicos", disse De Felice à Folha.
Assim, a insulina ficou mais livre para agir sobre os neurônios e fazer com que os estímulos elétricos circulassem pela rede neuronal, possibilitando a construção da memória.
Apesar de os resultados obtidos em laboratório serem positivos, a pesquisadora da UFRJ, que fez o estudo com parceiros brasileiros e americanos, é cautelosa em relação à possibilidade de aplicação clínica imediata da descoberta. "Os nossos dados não significam que as pessoas com Alzheimer podem sair tomando insulina por aí."
Os riscos para a saúde, neste caso, seriam altíssimos. "No futuro, o caminho será desenvolver uma droga que possa agir diretamente sobre os neurônios e não sobre todo o organismo", diz De Felice.
O trabalho feito agora ainda precisa ser repetido em camundongos transgênicos, animais de laboratório preparados para desenvolver sintomas do mal de Alzheimer. Os testes tentarão reverter a doença em estágio bem avançado.
Tiro no escuro
O trabalho de pesquisa básica feito no Rio de Janeiro e nos Estados Unidos, afirma De Felice, é importante porque ajuda a mostrar, com precisão, como é a conexão entre o diabetes tipo 2 e o Alzheimer.
Hoje, nos Estados Unidos, existem vários testes sendo feitos em seres humanos tentando mostrar se a droga rosiglitazona diminui a resistência à insulina, fator bastante presente nos cérebros dos pacientes com a doença de Alzheimer.
"A grande questão é que esses testes são feitos mais ou menos no escuro. Sem claro embasamento científico. Nesses testes, não se conhecem os mecanismos pelos quais os medicamentos dados a diabéticos podem prevenir os problemas nos neurônios", afirma.Entre os vários testes em andamento, conduzidos tanto pela indústria quanto por grupos de pesquisa, nenhum teve os seus resultados finais divulgados ao público.
O caminho agora está mais pavimentado, na visão da cientista, em direção ao desenvolvimento de tratamentos que possam ser eficazes para o problema de perda da memória.
"Os medicamentos [usados no estudo] protegem as sinapses dos neurônios contra os danos causados pelos oligômeros. Esse dado, finalmente, poderá resultar em tratamentos eficazes que previnam a perda de memória que ocorre na doença de Alzheimer."
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Começamos
Amigos,
Diabetes mellitus é uma doença séria, que mata silenciosamente. Muitas pessoas não vêem com clareza a importância deste diagnóstico, nem a necessidade de agir de maneira positiva, objetiva e precoce, no sentido de evitar ou controlar este quadro. Este espaço estará aberto a receber opiniões e informações nos mais diversos níveis. Queremos ser lidos por pacientes, familiares e médicos, e queremos compilar aqui o maior volume possível de dados em língua portuguesa sobre o assunto. Leia, opine, escreva para nós, seja você médico(a), paciente ou familiar. Muitas pessoas sofrem por falta de informação, independente de sua capacidade sócio-econômica, e, por acreditar que o blog é um instrumento de mídia com excelente alcance, estamos investindo nisso. Este é um trabalho voluntário de tributo à memória do Dr Eneo Pacheco de Andrade, bioquímico em Lages (SC) por mais de 40 anos, que lutou contra seu diabetes por mais de 30 anos, e faleceu em janeiro de 2009, em decorrência de suas complicações. A jornada será trabalhosa, mas, ao vingar, muito gratificante.
Um abraço a todos,
Diabetes mellitus é uma doença séria, que mata silenciosamente. Muitas pessoas não vêem com clareza a importância deste diagnóstico, nem a necessidade de agir de maneira positiva, objetiva e precoce, no sentido de evitar ou controlar este quadro. Este espaço estará aberto a receber opiniões e informações nos mais diversos níveis. Queremos ser lidos por pacientes, familiares e médicos, e queremos compilar aqui o maior volume possível de dados em língua portuguesa sobre o assunto. Leia, opine, escreva para nós, seja você médico(a), paciente ou familiar. Muitas pessoas sofrem por falta de informação, independente de sua capacidade sócio-econômica, e, por acreditar que o blog é um instrumento de mídia com excelente alcance, estamos investindo nisso. Este é um trabalho voluntário de tributo à memória do Dr Eneo Pacheco de Andrade, bioquímico em Lages (SC) por mais de 40 anos, que lutou contra seu diabetes por mais de 30 anos, e faleceu em janeiro de 2009, em decorrência de suas complicações. A jornada será trabalhosa, mas, ao vingar, muito gratificante.
Um abraço a todos,
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